3.05.2009

RIP Fajã do Calhau

Este blog solidariza-se ao Dia F, proposto pelo blogger Fiat Lux, no seu Carpe Diem.
É profundamente triste e revoltante. Porque é uma cagada das que não se podem apagar...
Mais informções aqui e aqui. Que a mim não suscita dizer mais nada.

2.27.2009

car talk



Este delicioso video chegou-me via e-mail do Gu. Grazie!!

retomando a emissão

(ao menos não peguei virus ao pc)


brrr... venha de lá essa Primavera!

2.16.2009

a brigada dos costumes

Segui com interesse o debate desta noite do Prós & Contras sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Não deixam de me surpreender os fantásticos argumentos que o NÂO consegue desencantar. Apenas a título exemplificativo, defender a discriminação positiva dos heterosexuais porque senão seria abrir a porta ao casamento incestuoso e, quiçá, à poligamia. Soberbo. Ah, também tentaram a vitimização da homofobia. Há coisas fantásticas...
Este NÂO representa a fatia da população que põe à frente do livre arbítrio pessoal e responsável, a coscuvilhice e o beatismo. Mais coisa menos coisa os mesmos que votaram NÂO no referendo à IVG e rejeitam agora o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Já aqui falei sobre o assunto mas, no fundo, esta é uma questão em que o nível de tolerância e sentido de justiça da sociedade é testado. E não vejo qual o cataclismo social que poderia advir.

Curiosidades do programa: o SIM teve direito a concluir a emissão. O SIM saiu-se notoriamente melhor. A malta do NÂO conseguiu transmitir argumentos bacocos q.b. A Fernanda Câncio esteve muito bem e sentada na 1ª fila defendeu bravamente a dama que lhe é tão cara (salvo seja).
Há quem estrebuche que a RTP está a soldo deste governo e que isso é particularmente visível no programa em questão. Não sei, portanto, não comento. Mas este correu bem. Só gostava de saber porque não correu antes. As coincidências também são coisas fantásticas...

2.13.2009

5.000 anos de religião em 90 segundos

trivial pursuit

Coisas que não lembram ao diabo a malta ainda se lembrar... Como trautear automaticamente a letra desta música que, seguramente, há mais de 15 anos não ouvia.
E não é que isto continua a ser mesmo bom?

2.06.2009

ainda de roda das louras

Não gosto de injustiças, pelo que aqui fica um spot (este sim, fantástico!) da Carlsberg.
Chegou-me via Peterz. Grazie!

2.04.2009

coisas positivas ainda assim

Pelo meio do debate deprimente do Prós & Contras houve dois momentos dissipadores de tensão, é preciso que se diga, constituídos pelos intervalos para publicidade. Talvez seja de ver pouca televisão, mas assisti em primeira mão (depois em loop) a dois comerciais de concorrentes de um mesmo produto, a dizerem o mesmo de si mesmos.









Ora isto da cerveja é como ser do Benfica ou do Sporting. Há quem seja pela Sagres, há quem seja pela Super Bock. Os que gostam de ser diferentes preferem a verdinha Carlsberg e o seu inesquecível slogan.
Cá por mim, não vou em conversas de marketing.
Sporting alé, prefiro sempre Super Bock, só concedo uma Boémia.
E agora que penso nisso, tenho saudades de uma Guiness e de uma Stella Artois.

não foi para isto que se fez Abril

Segunda era para ter ido ao cinema, mas adormeci e perdi a hora, pelo que sobrou o Prós & Contras sobre o caso "Freeport".
Bad judgment. Worst script. Lousy actors.

Sobre o caso em si, desde que vi a entrevista à Cândida procuradora que já espero toda a espécie de branqueamento relativamente a este assunto. Não tenho a menor dúvida que este será mais um processo para cair em saco roto, apesar de cheirar mal que tresanda, e um eventual envolvimento de Sócrates acaba por ser o menos... Entre o sumário julgamento público e a vitimização do próprio, parece-me que sobra pouco espaço para a verdade dos factos.

Gostava, entretanto, que alguém explicasse a razão pela qual tratamos tão mal o idílico lugar que nos coube habitar. Até quando iremos permitir que o poder político desbarate o nosso património e recursos naturais à ambição e avareza de grupos económicos? Com franqueza, não haveria melhor lugar do que um sapal protegido para plantar um empreendimento como o Freeport? Alguém explica o afastamento dos técnicos que se pronunciaram contra? Alguém justifica cabalmente porque veio a ser viabilizado? Mais do que descobrir exactamente as luvas que foram pagas e a quem, gostava que, por uma vez, houvesse apuramento de responsabilidades políticas.
Sonho meu, sonho meu....

Respostas não obtive, apenas mais umas achegas ao pantanal em que está feito o nosso sistema judicial. Ouvi coisas de tirar a compostura ao mais sereno cidadão. Aposto que o Saldanha Sanches não vai acabar o mês sem um processo por difamação. Sem papas na língua, falou de um processo de desmantelamento com vista à desoperalização da PJ, de que culpou o governo. Sobre a Procuradoria Geral da República diz estar a soldo do mesmo governo. Falou-se ainda na mísera imagem que projectamos para o exterior, um país sem rei nem roque, que não consegue deslindar nenhum caso de polícia mais relevante. Da amálgama entre poder político e judicial, constitucionalmente independentes, na prática, meras interdependências.

O culminar foi a intervenção de um politólogo cujo nome não fixei, mas que apresentou dados arrasadores sobre os níveis de confiança dos cidadãos na Justiça e na Democracia. Se o resto não tivesse bastado, isto arredou-me o soninho até altas horas. Afinal, a maioria de nós já percebeu que vivemos numa cleptocracia mal disfarçada. Diz-se que o povo é sereno, mas o que de mais vermelho existe em mim acha que não foi para isto que se fez Abril.

Porque não há Liberdade sem Justiça!
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1.26.2009

the love pill?

Intriga-me a quantidade de estudos sobre a "química do amor", que buscam os mecanismos bioquímicos que determinam os diversos estágios do amor.
Parece-me altamente provável que certos acontecimentos possam ser predeterminados pelos níveis hormonais, por exemplo. E que a sensação de "borboletas na barriga" tenha explicação científica, não obstante ser uma experiência transcendente, que põe o mais céptico a pensar em setas com coraçõezinhos. Mas fiquei a matutar sobre este artigo na Nature, que abre portas à possibilidade de se desenvolverem fármacos capazes de provocar sentimentos de amor ou desamor.

Mais do na sua viabilidade, fiquei a pensar nas consequências que poderiam advir. Assim de repente, a haver um comprimido aprovado pela FDA para curar males de amor, trato já da receita porque é maleita crónica de que padeço. Por outro lado, áqueles meus amigos tão compatíveis, só me apetece pôr-lhes qualquer coisa no chá a ver se dá faísca. O Sto. António também agradeceria uma folga das promessas das beatas e as bruxas podiam-se dedicar a causas ambientais, sabem os Deuses que precisamos de toda a ajuda que conseguirmos...

Concedo que a existência de um elíxir do amor poderia facilitar muitas coisas. Melhor do que a Prozac, seria ter o povo todo apaixonado, isso é que fazia um país feliz!

Já o inverso seria desastroso. Sofrer por amor faz crescer, é parte integrante no processo de auto-conhecimento e de amadurecimento emocional. Resolver as rejeições com um comprimido, em poucas gerações nos levaria de volta às cavernas. Somos hoje formatados para a gratificação imediata, para o entorpecimento crítico, para a futilidade inebriante, para a massificação consumista, balizados pela cadência frenética dos dias que se sucedem. Quando, se não na fossa, nos paramos a questionar? Quem somos, da importância do que fazemos, do que sonhamos, para onde desejamos ir e com quem. Ali, com o coração desfeito, se abre uma imagem da nossa essência humana, sem bengalas e despida das costumeiras máscaras. Perde-se esse pudor e a compostura, na solidão árida que é a descoberta da nossa gema.
Venham as panaceias de oxitocina, serotonina, dopamina mais os feromônios, não tarda seremos robots. Comodamente felizes e mimados.
Desconhecedores de nós próprios.

conversa de comadres

Querida Sara,
dúvidas houvesse, prova-se que ainda hoje como há uns anos...



Esta segue, recheada de beijos, dedicada às miúdas mais giras da Lapa

1.22.2009

coisas boas de sair do nosso canto


Tinha saudades de andar de comboio. Há lá meio de transporte mais simpático e propício à melancolia? Por estes dias de frio e chuva, as carruagens são quentinhas e grossas gotas escorrem pelas vidraças, convidando à observação do meio lá fora e à reflexão interior.
O comboio é terapêutico. Ainda por cima é barato e anda a horas.

1.12.2009

Norberto Lobo | Arco 8

16 Jan | 23H
imagem via Açores 2010