11.17.2008

estados alterosos de consciência

Há coisas ou pessoas que podem ser um herpes na nossa vida.
Aquilo parece que passa, mas diz que volta.

11.14.2008

espaço à cOultura

(o serviço público na responsabilidade inerente ao uso de uma plataforma interactiva)



"Este blogue está por detrás dum projecto de fanzine a implementar nos Açores e que terá uma edição em suporte convencional e outra on line. Pretendemos com esta publicação intervir socialmente através da arte, quer pela divulgação do trabalho de diversos artistas locais ou não, quer pela inclusão de peças jornalísticas que acharmos poderem enquadrar-se no espírito deste projecto."

Uma óptima iniciativa, congeminada pelo sempre fervilhante Mário Roberto.

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11.13.2008

and now for something really shallow

Fazendo uso da plataforma interactiva, divulgue-se:

Dizem-me, por mail, que este foi votado o homem mais bonito do mundo. A sua graça é Saki Rouva.
Quem sou eu para discordar?...
















































Declaração de Voto


Eu nem sou especialmente pelos homens bonitos.

antes muda...

Enquanto ontem me empenhava em lides domésticas, a televisão debitava um noticiário da rtpN. Estaquei, um par de meias por dobrar nas mãos, com as declarações de Manuela Ferreira Leite no colóquio "Portugal em crise, que alternativa". Muito gostava eu de ter gravado as pérolas. Como não o fiz e também não consigo arranjar as ditas ipsis verbis na net, aqui ficam tal como as lembro, ressalvando que as vírgulas não estão, com certeza, no seu original lugar, mas o sentido está.
Relativamente à educação, pergunta ela qualquer coisa do género "não haverá outro método de avaliação? olhemos para a Europa, se calhar os métodos até podem ser piores, não sei, porque não experimentamos?"
Sobre a crise "eu não tenho ainda soluções para a crise em Portugal, mas digo-lhe já que se as soubesse não as dizia, pois o tempo que ainda falta para as eleições, o PS ia implementar as nossas propostas todas, como anda a fazer".

Há coisas fantásticas, não há?

11.12.2008

Especial Informativo (a emissão segue dentro de momentos)

Confirma-se a notícia avançada à hora de almoço, pela correspondente na blogosfera, de que o canto teve hoje direito a publicidade institucional. Esta vossa criada tem de passar a lavar mais vezes os cantos ao canto, pois as visitas correm o risco de se acotovelarem. As bichas já são mais que muitas. Prevê-se que venham a surgir questiúnculas laborais, com Olívia empregada lamuriando-se a Olívia patroa que os dias não estão para trabalho pro bono.
Segundo fontes próximas, o sindicato ameaça boicotar a solução apresentada pelo CEO deste blog, que passa pelo recurso a horas extraordinárias e um reforço da mão-de-obra decorrente da desmultiplicação de personalidade.
O objectivo para o próximo trimestre, no comunicado avançado, é de que o blog passe ser gerido, em tempo real, a partir do Laboratório Espacial Europeu. A colocação de um homem em Vénus não está, para já, descartada e já tem punch line: “este é um pequeno passo para o Homem, mas um grande passo para a Masculinidade”.

11.06.2008

Era bom mas acabou-se

Encerraram as únicas salas da ilha onde iam aparecendo filmes de qualidade. O problema nem é local, porque o cinema está em crise. Os estúdios já vão contando mais com lucros de comercialização de DVD's e merchandizing do que com receitas de bilheteira.
Ver filmes em casa tem todas as comodidades e zero de mística. Carregamos no play quando nos apetece, enroscados no sofá ou estirados na cama, paramos quando queremos, pomos o volume que desejamos... e a mim sucede-me raramente querer esse comodismo todo.
Contam-se pelos dedos de uma mão os DVD's que possuo.
Volta e meia trago uns quantos emprestados que devolvo semanas mais tarde sem ter visionado. Paradoxalmente, vejo alguns que passam na televisão, quando os apanho assim de raspão, a meio do zapping.
Concluo que há coisas em que prefiro não ter o poder, a decisão, o comodismo e a antecipação. Ir ao cinema é um acto social, mesmo que o façamos sozinhos. Há uma hora de começo, um lugar onde sentar, o silêncio a respeitar e não se pode fumar.
Mas é que o mesmo filme não sabe ao mesmo. Eu gosto do sabor que me fica em grande ecrã. Não há plasma, LCD, HD, 16:9 que me convençam.
Agora tenho de me deixar de manias. Argh...

11.05.2008

"tomada" a Pennsylvania, a vitória já cá canta!!!


Volto já para a caminha, mas isto até me estava a fazer comichão. Tinha de vir aqui postar umas palavras poucas. Para a posteridade.
Hoje fez-se história.
God bless America!!

11.04.2008

e enquanto o mundo aguarda

Faltam apenas umas horitas para se acabar o suspense. O mundo, envolto no caos económico e em guerras várias, vira os olhos para a América. O movimento de esperança e fé na mudança, que a máquina de Obama magistralmente orquestrou, colheu frutos que brotaram até fora de portas. Ele é a aposta da Europa. Um herói em África. A Obama-mania à escala global. Suponho que não há país que não desejasse ter o seu Obama, negro e tudo.
Esperemos que o comum americano tenha a noção da responsabilidade que lhe cai nos ombros. Porque não deixa de ser impressionante como a América é capaz de nos surpreender pela negativa. Há oito anos nunca pensei ser possível que Bush ganhasse a Al Gore, ainda por cima da forma vergonhosa que se viu, com tamanha escandaleira no estado da Flórida. E quatro anos depois, quando já se sabia muito bem o pacóvio tacanho que Bush era... volta a ganhar! Fiquei sem palavras, mas convencida que aquilo era, de facto, um país onde os estúpidos eram a maioria e como tal, bem feita serem governados por um. Só que entretanto andámos todos a chupar com a tonteira.
Que desta vez o povo americano utilize o seu voto para se redimir.

10.30.2008

Is this brilliant or what?!


Ontem à noite, antes da final de basebol, passou um anúncio nas televisões americanas de 30 minutos. Suponho que seja das maiores manobras de marketing de que tenho conhecimento mas, políticamente, é certo que não tem precedentes. O spot da campanha de Obama é realizado como um documentário onde figuram histórias de pessoas banais entrecortadas com trechos do candidato explicando o que pretende fazer. Muitas das imagens foram recolhidas de toda a campanha, não filmadas especificamente para este spot. O que passa é uma imagem extremamente credível, de um homem em quem, de facto, apetece acreditar. E que acaba assim:

"I´m reminded every single day that I´m not a perfect man.
I will not be a perfect presidente.
But I can promise you this:
I will allways tell you what I think and were I stand;
I will allways be honest with you about the challenges we will face;
I will listen to you when we desagree;
And most important,
I will open the doors of my government and ask you to be involved in your own democracy again!"



P.S. - Óptimo o artigo de Pedro Dória sobre este tema.

10.27.2008

melhor que botox ou cirurgia estética

"...pensa que voltares a partilhar a tua casa com alguém não é uma redução da tua qualidade de vida, mas um regresso à juventude..."

Ora aí está uma oportunidade de ouro com que esta crise nos brinda. Voltemos todos aos saudosos tempos idos de contar trocos para um fino e incursões à feira da ladra.

Nada com uma boa crise para nos rejuvenescer. Tá certo.

MEC, o mordaz

Miguel Esteves Cardoso, em animado repasto/entrevista à Visão:

"Virei à esquerda, na vida. Na política, muito! Estou ao lado dos pobres e dos fracos. A direita política não toma conta deles. Percebi que é um conjunto de queques e betos, vivendo uma existência paralela. Posso ser conservador, defendendo o pobre, o trabalhador. A esquerda aliás, é conservadora: não gosta que se estraguem as coisas, defende os pequenos produtores, o que é português, isso tudo. Esta crise deu para notar que a dreita está cada vez mais cristalizada na defesa do patrão e do capitalismo. Esses cabrões estão a jogar com abstracções totais, mas que afectam as nossas vidas."

Este gajo continua a ter pilhas de graça. E vá de acertar na mouche!

10.24.2008

da impossibilidade de não comunicar

Um dos cinco axiomas demonstrados por Paul Watzlawick (1921/2007) na sua teoria sobre comunicação entre individuos é de que é impossível não comunicar.

"Em primeiro lugar, temos uma prioridade do comportamento que dificilmente poderia ser mais básica e que, no entanto, é frequentemente menosprezada: o comportamento não tem oposto. Por outras palavras, não existe um não comportamento ou, ainda em termos mais simples, um indivíduo não pode não se comportamentar.
Ora, se está aceite que todo o comportamento, numa situação interacional, tem valor de mensagem, isto é, de comunicação, segue-se que, por muito que o indivíduo se esforce, é-lhe impossível não comunicar. Actividade ou inactividade, palavra ou silêncio, tudo possui um valor de mensagem, influenciando ou outros que, por sua vez, não podem não responder a essas comunicações e, portanto, também estão comunicando. Deve ficar claramente entendido que a mera ausência de falar ou de observar não constitui excepção ao que acabamos de dizer. Um homem que num congestionado balcão de lanchonete olha directamente em frente ou o passageiro de avião que se senta de olhos fechados estão ambos comunicando que não querem falar a ninguém, nem que falem com eles; e, usualmente, os seus vizinhos "recebem a mensagem" e respondem adequadamente, deixando-os sozinhos. Isto, obviamente, é tanto intercâmbio de comunicação como a mais animada das discussões."


Transferindo isto para a blogosfera, o acto de criar um blog, torná-lo público e nele postar é um evidente acto de comunicação. Pretende-se dizer, exemplificar, demonstrar algo. Excluir os processos que permitam retorno, pela supressão das caixas de comentários, emite igualmente uma mensagem. A de não permitir resposta, positiva ou negativa. O que é que isto poderá ter de dinâmico é que eu ainda estou para compreender. Na minha inteligência naif julgava que o dinamismo bloguista residia fundamentalmente nessa simplicidade comunicativa à escala global. Volta do túmulo Watzlawick e ajuda-nos a formalizar estas novas realidades comunicativas!

ontem rebolei-me a rir

Que haverá melhor do que aquela gargalha gostosa que se solta do fundo de nós e nos alivia a alma? Depois do genial sketche dos gato a missa do magalhães, achei que dificilmente algo me faria rir mais, pelo menos esta semana. Redondo engano! O episódio de ontem dos contemporâneos inclui uma pérola que ficará, sem dúvida, nos anais do humor português: Casa Pia - o musical
Experimentem trautear a música do Mamma Mia com o seguinte refrão:
Casa Pia,
lá vem outra vez
ai, ai
quando é que isto acaba?
Casa Pia
agora é que eu sei
ai, ai
quem leva no c* é a lei!

restyling

Este cantinho mudou o visual. Deve ser defeito profissional, gosto de dar um arejo às coisas from time to time. Mantêm-se os conteúdos: ideias soltas, imagens, um ou outro som, idiotices várias, questões metafísicas, enfim... desabafos! Continua igualmente a estar protegido de muitos olhares, porque lá no fundo sou rapariga de muito recato. ;-)

conversa de gajas

"Eu tenho o meu anormal, tu tens o teu..."

sobre o marido dela e o meu pai, ambos resistentes suicidas a deixar de fumar, apesar das maleitas crónicas respectivas.